Com parcerias firmadas com mais de 500 instituições, o curso de Relações Internacionais da Unaerp proporciona aos alunos oportunidades em instituições e organizações nacionais e internacionais. Além disso, foi classificado como 14º curso do estado de São Paulo entre as instituições particulares avaliadas - RUF 2017 (Ranking Universitário do jornal Folha de S. Paulo). O alumni Nilo Scandaroli, formado em 2017, conhece bem a excelência do Curso e já colocou em prática tudo o que aprendeu na Unaerp, criando a sua própria empresa, que atua na internacionalização de entidades e organizações, além de eventos corporativos em Relações Internacionais, Comércio Exterior e áreas correlatas.
Unaerp (U) - O que te levou a Relações Internacionais?
Nilo Scandaroli (NS) - Sempre me identifiquei muito com a área de humanas e desde muito cedo me dediquei aos estudos de idiomas. Admito que quando entrei no curso eu não entendia com profundidade do que se tratava e acabei sendo atraído pelo nome impactante que “Relações Internacionais” possui. Por este motivo criei o canal no YouTube “Conversa com Internacionalista” visando esclarecer alguns pontos para quem busca entrar no curso e até mesmo para networking entre os estudantes e profissionais já formados. Assim podemos nos ajudar e aprimorar cada vez mais o desenvolvimento da profissão no Brasil. Inclusive, comentando sobre a profissão de Relações Internacionais, fui convidado para participar de um painel em São Paulo que inclui as Relações Internacionais como ocupação no território brasileiro. Valerá a partir de janeiro de 2020 e isso foi uma conquista para todos nós que a partir de então seremos chamados de Profissionais das Relações Internacionais. O painel aconteceu pelo intermédio do MODERI (Movimento pela Regulamentação das Relações Internacionais) na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e foi realizado pela CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), onde diversos especialistas de diferentes áreas de atuação nas Relações Internacionais foram convidados para discutir durante um dia quais atividades fazemos e qual nosso diferencial como profissionais. Isso foi uma vitória para a profissão no país, já que a partir de então teremos um número próprio na CBO para registros. Isso também significa que começaremos a ter estatísticas sobre a evolução da profissão no Brasil, além de ser um primeiro passo para que a discussão seja continuada.
U - Conte um pouco sobre o seu dia a dia.
NS - Atualmente estou em fase de expansão de minha empresa, portanto acabo por cuidar de todo o desenvolvimento do plano de negócios, além das estratégias de marketing e conversões da mesma. Também atuo ativamente na prospecção de parceiros com viés institucional para a realização de eventos que tragam visibilidade aos negócios. Quando ainda atuava na Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, eu organizava, gerenciava e apoiava eventos com temáticas relevantes para a internacionalização de empresas, visando criar um mindset global no cotidiano das empresas, assim mostrando a importância de importar e exportar; promovia cursos, workshops e treinamentos com o objetivo de agregar conhecimento técnico aos empresários; realizava ações de networking para a criação de uma rede de contatos locais e internacionais, o que é essencial para o desenvolvimento gradual da internacionalização em uma cidade; convidava e recebia personalidades diplomáticas internacionais, as quais vinham até a cidade para conhecê-la e acabavam por se conectar com as oportunidades de negócios locais, promovendo a cidade em todos os níveis no âmbito internacional.
U - Qual o papel e a importância do profissional Internacionalista?
NS - Fundamental. É crescente essa demanda pois atualmente tudo passa pelo contato com outros países. Aqui é interessante destacar que as Relações Internacionais possuem diversas possibilidades de atuação, e não somente diplomacia, como algumas pessoas pensam. As relações internacionais sempre existiram, já que, desde os primórdios da sociedade, os grupos interagiam entre si através de conflitos, acordos e comércio. Com o aprimoramento do Estado e suas relações bélicas e pacíficas tornando-se mais complexas, a profissão foi criada com a proposta de suprir essa demanda. Além disso, outro ponto diferencial do internacionalista é o perfil analítico que possui. Desde sempre é demandado que sejamos estratégicos e analíticos no sentido de ler e entender cenários complexos, avaliar questões com profundidade, negociar e mediar, possuir sensibilidade com questões culturais e saber lidar com as mesmas de maneira a não criar colisões entre diferentes culturas em alguma questão, entre outros.
U - Qual o tipo de profissional o mercado espera? E qual o maior desafio da profissão atualmente?
NS - Aqui em Ribeirão Preto, muito se espera do profissional na criação de estratégias de expansão internacional por meio de empresas, porém não necessariamente só isso. Como comentei, existe uma gama de possibilidades de atuação para o internacionalista. Por isso, depende muito da área que o profissional deseja atuar para saber o que o mercado espera. Traçando um paralelo com o desafio da profissão, eu realmente acredito que seja a falta de planejamento por parte de quem escolhe segui-la. Muitos acabam sendo atraídos pelo curso e se deixam levar pelo mesmo sem ter muito bem definida a atuação que se deseja ao final do mesmo. Muitos internacionalistas se encontram “perdidos” e até mesmo frustrados por estar trabalhando em uma área na qual não era de seu desejo. Por isso o meu conselho aos alunos é que pesquisem muito sobre as possibilidades de atuação e encontrem aquela que mais seja agradável. E que utilizem o curso todo como um propulsor para que esse objetivo seja atingido. Se engaje em projetos de pesquisas, crie núcleos de estudos sobre aquela temática e encontrem um meio de aplicá-la na vida prática, onde assim se pode inclusive oferecê-la como um serviço, durante a própria faculdade. Participe de eventos, congressos e feiras no Brasil todo, conecte-se com outros internacionalistas e troque muitas experiências, façam muito networking com empresários, professores e pessoas que possuem grande conhecimento de temáticas correlatas. Muitas oportunidades costumam surgir daí.
U - Você continua apaixonada pela sua profissão? O que mais te encanta na área?
NS - Cada vez mais apaixonado. Dedico cada segundo de minha vida para o desenvolvimento dessa profissão em que atuo. Minha meta é: quando o internacionalista disser que trabalha com Relações Internacionais, as pessoas saibam do que se trata da mesma maneira que sabem quando alguém diz que é médico ou advogado. O que mais me encanta é poder fazer parte do processo de crescimento dessa profissão que muito em breve será ainda mais importante do que já é. Também me encanta passar por diversas cidades ou até mesmo pela internet e me deparar com outros internacionalistas e ter a sensação de que somos da mesma família pelo simples fato de sermos colegas de profissão. 
Alumni Nilo Scandaroli, formado em 2017






