
Nessa segunda-feira (25) completou um mês da tragédia do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). Até essa data, o desastre contabilizava 131 pessoas desaparecidas e 179 mortos, e traz reflexos ambientais para o abastecimento de água naquela região. Para explicar o que é uma barragem de rejeitos e entender a dinâmica do processo de rompimento, professores da Engenharia realizaram neste mês um simulado no Centro Tecnológico da Unaerp.
O exercício foi executado com apoio de equipamentos do Centro Tecnológico das Engenharias, sob supervisão dos professores Willy Ank de Morais, engenheiro metalúrgico e mestre em Engenharia de Materiais e de Processos Químicos e Metalúrgicos, e do coordenador do curso, Marcio Tavares, doutorando em Engenharia e mestre em Engenharia Mecânica.
Durante a simulação, uma réplica de uma barragem foi montada no equipamento Bancada de Permeabilidade para mostrar o efeito do rompimento, como explica o coordenador Marcio Tavares. "Essa unidade experimental de permeabilidade de solos é usada em aulas práticas para análises de caracterização de solos e testes de permeabilidade. São usados também para ensaios de pressionamento de dispositivos de medição de vazão para vertedores e barragens, e permite visualizar do comportamento desses materiais quanto à distribuição de cargas que nelas foram depositadas."
Segundo o prof Willy Ank de Morais, a região do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, onde estão localizadas as cidades de Brumadinho e Mariana, é uma das maiores regiões produtoras de minério de ferro do País. Embora as características mineralógicas das duas cidades sejam semelhantes, os rejeitos das duas barragens que se romperam possuem composições diferentes. "A grande diferença dos dois tipos de rejeitos é a granulometria, o diâmetro das partículas. No caso de Mariana, as partículas são extremamente finas, tendem a se sedimentar com muita facilidade, dificultando sua retirada da água. Já em Brumadinho, tendem a ser mais grosseiro, não ser dissolvido na água. Mas o impacto ambiental, em ambos os casos, é brutal de toda forma".
O docente, que é natural de Mariana (MG) mas reside na Baixada Santista, conhece a região e, após o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, está desenvolvendo análises dos rejeitos de minério que atingiram o Rio Doce. Esses resultados têm sido objeto de produções científicas.
Confira reportagem veiculada no Jornal Regional da TV Ilha do Sol: https://youtu.be/p3QGAfKyIBY 
Prof Willy Ank de Morais realiza pesquisas com os rejeitos de Mariana
Para o prof Marcio Tavares, as simulações permitem entender melhor os processos para se evitar riscos no futuro






