O desenvolvimento de novas tecnologias e da inteligência artificial estão trazendo mudanças também na área da saúde. Para conhecer o futuro da Medicina Diagnóstica, estudantes e docentes da Universidade de Medicina de Guarujá participaram de palestra com a física Patrícia Guedes Braguine, que demonstrou estudos e inovações tecnológicas desenvolvidos na Europa e falou sobre o IG11, um dispositivo portátil que pretende auxiliar no diagnóstico de patologias.
Patrícia Guedes Braguine teve a ideia da criação do IG11 depois da experiência de ter tido uma infecção generalizada que a obrigou a fazer coletas de sangue diariamente. O aparelho permite, com uma gota de sangue, detectar várias doenças como anemias e câncer, por exemplo, a partir da inteligência artificial.
“É um dos primeiros do mundo nessa linha. É um dispositivo compacto, podendo ser utilizado tanto em centros médicos quanto para uso pessoal, com sistema bastante avançado de monitoramento da saúde. Além disso, ele é capaz de entender o uso que as pessoas têm feito de determinado medicamento”, explica Braguine.
A pesquisadora observa, porém, que a intenção do aparelho é auxiliar e não competir com o trabalho do médico. “O uso da inteligência artificial não pode nunca substituir o médico, ele tem eu vir como ferramenta acessória.” O equipamento, desenvolvido com pesquisador da Universidade Federal de São Carlos, está em fase de registro de patentes na Europa e no Brasil antes de estar disponível no mercado para comercialização.
Estudantes e docentes da Medicina e da Enfermagem puderam conhecer as tendências de inovação na Medicina Diagnóstica
Para a pesquisadora, a inteligência artificial deve auxiliar no trabalho do médico
A pesquisadora foi recebida pela pró-reitora do campus, Profa Dra Priscilla Bonini Ribeiro, e pelos coordenadores de Enfermagem e da Faculdade de Medicina de Guaruá






