Em meio a pandemia do Covid-19 e do isolamento social, uma alimentação equilibrada e bem balanceada é fundamental para o bem-estar físico e mental dos indivíduos, além de ser primordial para o fortalecimento e a manutenção do sistema imunológico.
De acordo com a professora do curso de Nutrição da Unaerp Ribeirão Preto, Renata Dessordi, embora não existam alimentos que nos deixem imunes a vírus e bactérias, o sistema imunológico se beneficia e se fortalece por meio de uma alimentação diversificada e rica em nutrientes. “Para equilibrar a alimentação é preciso aumentar o consumo de alimentos in natura (verduras, legumes e frutas) e reduzir o consumo de embutidos, alimentos industrializados e fast foods”.
A nutricionista destaca que existem alguns nutrientes que modulam a resposta imune do corpo e ajudam a prevenir o desenvolvimento de doenças. Dentre eles, estão a vitamina C, antioxidante presente em frutas cítricas como laranja e limão; a vitamina A, que atua nas células de defesa e pode ser encontrado em alimentos como cenoura, mamão e tomate; e a E, responsável por proteger as células contra substâncias tóxicas e encontrada nas castanhas, amendoim e vegetais verdes escuros, como a couve e o brócolis.
Além das vitaminas, há também o zinco, mineral que fortalece o sistema imunológico e pode ser encontrado nas carnes, laticínios, cereais e frutos do mar. O consumo de alimentos probióticos, como os iogurtes, também é fundamental, pois equilibra a microbiota intestinal. “Outro fator essencial é manter uma boa hidratação, tentando ingerir pelo menos 2 litros de água por dia”, destaca Renata.
A influência da alimentação nos estudos - Durante a quarentena, a maioria dos estudantes tiveram que se adaptar às aulas mediadas por tecnologia. Na nova rotina de estudos em casa, é comum que muitos passem um longo tempo em frente ao computador e deixem os cuidados com a alimentação em segundo plano. Mas, segundo Renata, manter uma boa alimentação, além de proporcionar o ótimo funcionamento do sistema imunológico e da saúde no todo, é essencial para o aprendizado e o desempenho acadêmico.
Uma alimentação desequilibrada e pobre em nutrientes pode levar à dificuldade de concentração. Segundo a professora, diversos nutrientes exercem um efeito positivo em relação ao cérebro, sendo alguns especificamente relacionados à memória. Exemplo disso são os alimentos que contêm ácidos graxos poli-insaturados, como o ômega 3, que pode ser encontrado em peixes e castanhas.
Presente em carnes vermelhas, leguminosas, oleoaginosas e vegetais verdes escuros, o ferro também é importante para o bom funcionamento cerebral. “Sua deficiência reflete-se negativamente no desenvolvimento mental, levando à redução da capacidade de concentração e do aprendizado”, explica Renata.
Higienização correta dos alimentos - Além da escolha correta, é necessário também prezar pela higienização adequada dos alimentos. Antes de serem guardadas na despensa, as embalagens devem ser higienizadas com água e sabão e álcool 70% ou solução clorada. Frutas, verduras e legumes devem ser retirados das embalagens e colocados em fruteiras.
Os alimentos que vão para a geladeira também precisam ser higienizados. Antes de consumi-los crus, é recomendável lavá-los em água corrente e desinfetá-los com hipoclorito de sódio, que deve ser usado sempre diluído. “A proporção e o tempo vêm indicados na embalagem, mas geralmente utiliza-se 1 colher de sopa de hipoclorito para 1 litro de água, durante 15 minutos, enxaguando bem após o procedimento”, explica a professora.
A nutricionista, Renata Dessordi, professora da Unaerp Ribeirão Preto e doutora em Alimentos e Nutrição






