UNAERP COMEMORA 96 ANOS E NOS CONVIDA A CANTAR

Para ajudar um pouco nessa difícil travessia imposta pela pandemia da Covid-19, a comemoração do 96º aniversário da Unaerp, celebrado neste 1º de junho, traz o encanto da música. O Coral Unaerp, do Campus Ribeirão, gravou “Desde Que o Samba É Samba”. Um canto feito a distância, gravado pelos componentes cada um em sua casa, mas que deixou o samba de Caetano Veloso ainda mais contagiante. A música, escolhida a dedo, diz que “A tristeza é senhora ... A solidão apavora...”, mas aponta uma luz no fim do túnel, pois “Cantando eu mando a tristeza embora”.

E a quase centenária Unaerp convida para cantar junto, por uns momentos que seja. Segundo a regente do coro, a fonoaudióloga e cantora lírica, Cristina Modé Angelotti, a música escolhida é uma canção “nossa, um samba, brasileiro, que admite que a tristeza, neste momento, é senhora; que a solidão apavora, mas que podemos cantar”. A regente explica que não foi fácil fazer a gravação, a distância, pois nenhum dos integrantes dominava essa tecnologia, mas todos abraçaram a ideia.

O coro, criado em 1995, não interrompeu suas atividades e se mantém em ensaios desde o início da quarentena por meio de plataforma digital. “Quanto a utilizar a gravação para comemorar o aniversário da Instituição, achei excelente, pois a música, neste momento, pode acalentar, dar ânimo, levar coisas boas para as pessoas”, explica a regente. Além de perpetuar a contribuição do coro que deixará registrada está gravação para a posteridade, como um alento durante a pandemia.

MAIS UM PASSO – Essa forma inusitada de comemorar o aniversário da Associação de Ensino de Ribeirão Preto (AERP), mantenedora da Unaerp, fundada em 1924, é também uma demonstração de como a primeira instituição de ensino superior do nordeste paulista enfrenta o desafio da pandemia e avança mais um pouco na sua trajetória.

Para a reitora Elmara Lucia de Oliveira Bonini, este desafio está sendo enfrentado pela Instituição com os olhos postos no futuro, como tem sido a história da mantenedora AERP e da Universidade. A explicação para essa estratégia é que a área de educação tem que estar um passo à frente. “E nossa Universidade sempre teve um caminhar pioneiro, que vem desde sua fundação pelo grupo de intelectuais fundadores que vislumbraram, aqui no interior, a oportunidade e a necessidade de criar um curso superior lá na década de 1920”, explica a reitora.

Essa vocação continuou com o professor Electro Bonini, no final da década de 1950, início dos 60, quando rompeu alguns paradigmas na gestão do colégio e do curso Normal mantidos pela AERP, na criação da Faculdade de Direito Laudo de Camargo e em tantas outras iniciativas ousadas para o período. A tradição da ousadia responsável permanece na gestão da professora Elmara que levou a Unaerp para o seleto grupo de excelência das universidades particulares brasileiras nas avaliações do Ministério da Educação e nas pesquisas dos institutos privados.

Porém, neste aniversário de 96 anos da AERP, que coincide com a grave crise da pandemia que gera dor incomparável a mais de 30 mil famílias, grupos de amigos, parceiros e parceiras de vítimas da Covid-19, a reitora reafirma que a Universidade está solidária à comunidade, valorizando a ciência mais que nunca e se empenhando na garantia da melhor formação acadêmica e profissional. “A comemoração oferecida pelo coro da Unaerp”, diz a reitora, “nos estimula a ver possibilidades adiante e nos mostra como é importante estarmos unidos, com nossas famílias e com nossos colegas de estudos, nossos alunos, professores e colaboradores. Conectados por meio da tecnologia, fazendo desta o melhor uso possível e esperançosos de que em breve estaremos de volta ao campus, comemorando, com o canto do coral, nos corredores da nossa Universidade”.