Um estudo realizado por dois pesquisadores da Unaerp Guarujá buscou avaliar o home office durante os primeiros meses da pandemia, traçando um panorama sob o olhar dos trabalhadores quanto a esta modalidade de trabalho.
A pesquisa foi elaborada pela pesquisadora e coordenadora do Núcleo de Pesquisas Fernando Eduardo da Unaerp Guarujá, Profa. Me. Marcia Galinski, e pelo professor de Estatística e Pesquisa Operacional e pesquisador, Prof. Me. Fernando Gonzales Tavares, em estudo exploratório qualitativo utilizando-se do método de levantamento de dados através de questionário online. O estudo foi publicado recentemente na 13ª Carta de Conjuntura da USCS, integrando um conjunto de notas técnicas analisando os impactos da pandemia da Covid-19.
Dentre os resultados alcançados, duas informações chamam a atenção segundo o professor Fernando Gonzales Tavares. Dos entrevistados, 5% exerciam sua atividade em home office antes da pandemia. Este número atualmente saltou para 83,83%, “um aumento significativo, o que indica que está ocorrendo uma adequação das empresas a essa nova modalidade de trabalho”, destaca o docente.
Outro ponto da pesquisa é quanto à percepção dos respondentes sobre o teletrabalho. Do total de entrevistados, 83,33% teve boa percepção quanto à produtividade do seu trabalho; avaliando, em uma escala de 1 a 5 pontos com uma nota média de 3,6 pontos, com desvio de 1,2 pontos. “É bom lembrar que essa situação de home office é nova para a grande maioria das empresas e funcionários”, avalia Tavares.
A análise aponta ainda para um novo modelo que pode ser tendência: o trabalho híbrido, onde o profissional poderá executar suas tarefas alguns dias em casa e outros no trabalho. Porém, segundo esclarece a professora Marcia Galinski, atuar home office apresenta muitos desafios, seja para o trabalhador, seja para a empresa.
“A pesquisa indicou que a adaptação não está sendo fácil, pois conciliar a atividade profissional com a rotina doméstica exige muitas tratativas e organização. Mas verifica-se que a produtividade se mantém em níveis desejados, e há de se ampliar com a possibilidade de profissionais de diferentes localidades geográficas fazerem parte de uma mesma equipe”, destaca.
Segundo estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA (2020), o home office no Brasil deve alcançar 22,7% das ocupações existentes o que corresponde a mais de 20 milhões de trabalhadores. Os pesquisadores acreditam que esta modalidade é um legado deste momento histórico da pandemia da COVID-19 como prática permanente no mundo do trabalho.
Realizado no período de 03 de junho a 13 de junho, o estudo entrevistou 267 profissionais com idades entre 29 e 61 anos, de cidades da Baixada Santista, São Paulo, de outras localidades do estado e também de outros estados. A pesquisa foi publicada recentemente na 13ª Carta de Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), integrando um conjunto de 36 notas técnicas que analisam os impactos da pandemia da Covid-19 no campo das Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura. O estudo pode ser conferido na íntegra no link: https://bit.ly/2DDcdYY.






