Atletas de vôlei, handebol, tenistas, entre outros esportes, podem apresentar problemas de lesões de ombro devido a repetições e fraqueza da musculatura envolvida na execução dos movimentos do ombro. Para abordar ações preventivas e de reabilitação nesta área, o coordenador do curso de Educação Física da Unaerp Guarujá, Prof. Dr. Eduardo Pianca, ministrou palestra no último dia 15 de maio a estudantes do curso.
Durante o evento online, o docente demonstrou em imagens 3D e outros recursos audiovisuais os músculos e articulações envolvidos em movimentações como a elevação do braço, por exemplo, e que acionam as regiões lombar e torácica da coluna. O professor apresentou ainda alguns testes para avaliar se há instabilidade do ombro que possam identificar a presença de lesões.
“Pensando em esportes, na maioria deles o braço é elevado a mais de 90º. Imaginem um atleta sacando no tênis, atacando no vôlei ou arremessando a bola de beisebol ou equipamento de atletismo, todas essas articulações estão se movimentando, precisando de um trabalho de fortalecimento, esclarece o professor.
Pianca destaca ainda que toda a musculatura que envolve o ombro é chamada de cintura escapular, músculos que ajudam na estabilidade do ombro. “Então, o trapézio, o peitoral maior, peitoral menor auxiliam muito na estabilização desse ombro, e os músculos propriamente dos ombros, o manguito rotador, que é composto por cinco músculos, e a cabeça longa dos bíceps que também dá pra fortalecer e fazer um trabalho de prevenção para esses atletas”.
Segundo o professor, a musculatura sem força pode resultar em movimento inadequado do ombro que pode ocasionar lesões. “A cabeça do úmero (osso do braço) fica mais elevada, podendo causar a inflamação chamada de bursite no ombro, que gera muita dor, e em casos mais severos poderá ter a síndrome do impacto, ou seja, o atrito da musculatura e dos tendões na estrutura óssea dos ombros. E como a área do ombro é complicada de recuperar por ter muitas estruturas envolvidas, é importante o trabalho preventivo de fortalecimento”.
O docente apresentou durante a oficina alguns exercícios e movimentos que podem contribuir para o fortalecimento e estabilização do sistema do ombro. E faz um alerta: não são apenas os atletas de alto rendimento que podem lesionar o ombro. “Este problema pode estar presente em praticantes e iniciantes de esportes que envolvem os membros superiores. Por isso, é importante a avaliação e orientação dos profissionais de Educação Física que, além de um trabalho específico do ombro, poderá atuar em um trabalho global de fortalecimento de todo o corpo, para a correta execução dos movimentos.”

Prof. Dr. Eduardo Victor Pianca, coordenador do curso de Educação Física da Unaerp Guarujá

Segundo o professor, a musculatura sem força pode resultar em movimento inadequado do ombro que pode ocasionar lesões

Não só os atletas de alto rendimento mas os praticantes e iniciantes de esportes que envolvem os membros superiores também podem apresentar lesões nessa área






