FÓRUM DE SERVIÇO SOCIAL ABORDA ESTÁGIO SUPERVISIONADO
O curso promoveu de 12 a 14 de agosto a sétima edição do Fórum Supervisionado de Serviço Social, com o intuito de apresentar as experiências dos alunos em suas atividades de estágios supervisionados. Durante os três dias, 25 estudantes expuseram suas vivências nos estágios em ONGs e equipamentos sociais do poder municipal.
“Os alunos da 6ª etapa estão agora no segundo semestre de estágio supervisionado e nesse momento a aprendizagem requer que o aluno exerça com maior instrumentalidade a compreensão do que ele aprende em sala de aula, mas já expondo isso na prática de estágio, aprendendo o saber-fazer”, ressalta a coordenadora de Serviço Social e supervisora de estágio, Jurema Quintela Marreiro Lins.
Segundo a docente, como o estágio é obrigatório para a formação de Assistente Social, é neste espaço de aprendizagem que eles exercitam a intervenção profissional. “E este evento, o Fórum de Estágio, reafirma no aluno a importância que ele deve dar para o estágio como momento de aprendizagem da atitude profissional”.
A professora Regina Costa explica que o trabalho de supervisão acontece semanalmente, em que os docentes fazem com os alunos um processo de reflexão do conteúdo da prática do campo de estágio. “Esse processo sintetiza todo esse trabalho neste Fórum. Na construção do material do Fórum, o estudante consegue perceber na sua atuação prática o conteúdo teórico apresentado em sala de aula”.
Para a professora Ana Lucia dos Santos, que integra a equipe de supervisores neste semestre, o Fórum de Estágio é uma oportunidade para os professores perceberem como estão lidando no cotidiano de estágio. “E também é uma chance para os alunos das outras etapas conhecerem o que é o estágio, sendo este um compartilhamento essencial”.
Arnaldo da Silva Santos faz estágio na ONG Recanto Renascer, que atende mulheres dependentes de drogas. Para ele, está sendo uma grande experiência de vida. “Fazemos reuniões com as mulheres, em dias de visitas fazemos teatro explicando o cotidiano da vida, realizamos acompanhamento social para regularização de documentos. Enfim, pra mim, é primordial conhecer essa realidade e poder encontrar formas para reinseri-las na sociedade”.
Outra estudante participante do Fórum foi Kelly Alvarez, que apresentou suas experiências no CRPI, instituição social que faz reabilitação a crianças e adolescentes portadores de deficiência física e cerebral. “No estágio, nós fazemos a triagem dos beneficiados, visitas domiciliares, avaliação social para conhecer a realidade das famílias com foco maior na saúde e dependendo da vulnerabilidade, nós fazemos encaminhamentos. Não existe reabilitação sem a família”. E ela completa que se encantou com o trabalho da entidade. “Não imaginava que seria assim, é muito emocionante e alegre o estágio com as crianças”, confessa.
Mariana Bandin faz estágio na região da Prainha, comunidade localizada em área de risco social próximo à região portuária. Ela faz plantão social para o projeto “Favela Porto Cidade” pela Secretaria da Habitação de Guarujá, atendendo as pessoas cadastradas para orientá-las sobre as moradias que estão sendo construídas. Mariana destaca que o estágio “é muito enriquecedor, é uma experiência muito boa, é um trabalho que nos aproxima da realidade da população.”
Uma novidade do 7º Fórum de Estágio Supervisionado foi a apresentação de coletas de história oral. “Na atividade, alguns alunos foram para equipamentos públicos de Guarujá, nas áreas de saúde ou de assistência, e coletaram narrativas, histórias orais que dessem voz ao usuário. Esse exercício permitiu a eles se colocarem em uma postura de observadores, com técnica de coleta da narrativa de maneira qualificada”, esclarece Jurema Lins.






