Engenheira formada na Unaerp Guarujá expõe pavimento urbano de concreto permeável em feira internacional

Um material capaz de controlar o escoamento de águas de chuvas por ser mais permeável que outros tipos de pavimentos, como o concreto convencional ou o asfalto. Esta é uma das funcionalidades do pavimento urbano de concreto permeável, que permite que a água infiltre pelos seus poros até atingir o solo natural ou ser coletada por um sistema de captação.

Esta proposta de pavimentação urbana foi apresentada por Izabella Margonari, engenheira civil formada na Unaerp Guarujá, durante a 15ª edição do Concrete Show South America, realizada no início de agosto, em São Paulo. A convite da ABESC - Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem, Izabella apresentou o pavimento permeável nesta que é uma das principais feiras internacionais do setor de construção.

Izabella iniciou os estudos sobre este material ainda na Universidade. “O Prof Dr Marcio Curvello me apresentou este pavimento como tema para iniciação científica, o que me tornou cientista, despertou em mim a curiosidade e querer aprender mais”, explica Margonari. Seu TCC também abordou este tipo de superfície, com uso de fibras naturais de coco para aplicação em calçadas. 

Antes de finalizar a graduação, Izabella foi aprovada no mestrado em Infraestrutura de Transporte na Universidade de São Paulo (USP), e desenvolve estudos com o tema de pavimento de concreto permeável como medida compensatória de drenagem em áreas de tráfego de automóveis. Ela atua em projetos, no dimensionamento, avaliação, execução e manutenção em pavimento urbano de concreto permeável.

Composto por revestimento de concreto permeável moldado in loco e base permeável, este tipo de material pode ser aplicado para controle do escoamento superficial de águas pluviais. Como funcionalidade, melhora a qualidade da água escoada pela retenção de partículas sólidas e metais pesados, reduz a necessidade de bacias de retenção de água, diminuição da lâmina de água sobre a superfície do pavimento, reduz o risco de acidentes, ajuda na redução do calor urbano com a diminuição da temperatura pela evaporação da água e reduz ruído devido ao isolamento acústico proporcionado pela estrutura de poros.

“A principal diferença é que ele é projetado para permitir a percolação da água (movimento em direção ao solo), enquanto que em outros tipos de pavimentos, como asfalto e de concreto convencional, isso não acontece. Ao permitir que a chuva penetre, devolvemos a água à terra, permitindo um equilíbrio entre desenvolvimento e preservação, onde a urbanização não sufoca, mas se integra ao ambiente”, ressalta Izabella.