Estudantes da penúltima etapa de Engenharia de Produção da Unaerp apresentaram na última quinta-feira, 28 de junho, os produtos que fizeram para o Projeto Integrado do curso, que este ano teve os temas ”saúde” e “utilidades domésticas”. Entre os produtos desenvolvidos podemos citar, por exemplo, uma maca para transferência de pacientes, uma prótese usada para substituir o gesso e um distribuidor de comida e bebida para facilitar a alimentação de animais domésticos.
O Projeto Integrado, que envolve as matérias Avaliação de Indicadores, Gestão da Qualidade, Gestão de Projeto, Desenvolvimento de Produto e Projeto de Fábrica, tem como objetivo proporcionar aos alunos a prática de todo o conhecimento que adquiriram durante o curso. “No projeto, os estudantes colocam em prática as competências necessárias para que um engenheiro de produção possa desempenhar sua tarefa em qualquer área. Eles desenvolvem um produto desde seu projeto conceitual, até a configuração de sua fábrica e estrutura de distribuição. O trabalho envolve conceitos de processo de desenvolvimento de produtos, projeto de fábrica, gestão ambiental, gerenciamento de projetos e engenharia financeira. É uma experiência fantástica para eles” explica o coordenador do curso, José Ferreira de Souza.
Um dos produtos apresentados foi o BioEx, um exoesqueleto biodegradável que pode ser usado para substituir o gesso na mobilização de pacientes com fratura ou luxação. “Conversando com alguns médicos, vimos que seria interessante ter um produto diferente do gesso tradicional, pois ele não pode ser molhado e é de difícil higienização interna. Fizemos o BioEx com plástico e deixamos algumas partes abertas para facilitar a higienização, poder ser lavado, oferecer conforto e não quebrar. Desenvolvemos o modelo na impressora 3D, mas o produto pode ser produzido em larga escala por meio de injetor. Tivemos que lidar com várias etapas do processo produtivo e isso ajuda no nosso crescimento, então é bem interessante profissionalmente”, conta o aluno de Engenharia de Produção, Marcos Ferreira Arantes, um dos membros do grupo que desenvolveu o BioEx.
A maior parte dos produtos desenvolvidos foram voltados para o tema “saúde” como, por exemplo, a maca para transferência de pacientes, que tem condições de movimentar um paciente de um leito para o outro com menor impacto e um novo modelo de bolsa de coleta de necessidades fisiológicas, para as pessoas se movimentarem melhor e poder ter uma vida mais normal. Na temática “utilidades doméstica” podemos citar como exemplo um distribuidor de comida para pets, no qual tanto a bebida quanto a comida do animal são substituídos de forma automática, o que de certa forma facilita a vida do dono do animal.
Segundo o coordenador do curso, José Ferreira de Souza, os trabalhos foram avaliados por uma banca, composta por docentes do curso e convidados, que analisaram a viabilidade mercadológica do produto, a maturidade de seu desenvolvimento e a possibilidade de fabricação do mesmo. “Os produtos apresentados são protótipos que passam por essa avaliação para fazermos melhorias para a produção em massa. Se algum grupo decidir produzir esses produtos, já terão indicações de como devem produzi-los de maneira mais satisfatória para atender o mercado. A atividade toda é enriquecedora para os alunos”, conclui o coordenador.
Aluno de Engenharia de Produção, Marcos Ferreira Arantes, apresenta o exoesqueleto biodegradável - BioEx
Grupo de alunos desenvolveu uma bolsa de coleta de necessidades fisiológicas, para as pessoas se movimentarem melhor e poder ter uma vida mais normal






