
Promovido pelo Centro Avançado de Oftalmologia – CAO, da Unaerp, o VI Mutirão do Olho Diabético e do Diabetes aconteceu hoje, 10, na Esplanada do Pedro II, com atendimento a mais de 600 pessoas. Alunos, professores e coordenadores dos cursos de Farmácia, Enfermagem, Educação Física, Nutrição, Fisioterapia e Medicina da Unaerp realizaram triagem, exames, orientações sobre o diabetes e retinopatia diabética, uma complicação grave do diabetes que pode provocar perda severa da visão e até mesmo a cegueira.
Dona Aparecida Conte dos Santos, 83 anos, moradora do Jardim Castelo Branco, estava na fila logo cedo. Ela compareceu com a filha, a psicopedagoga Sheila Aparecida dos Santos. Ambas são diabéticas e buscaram o Mutirão para colocar os exames em dia, especialmente o de olhos. Dona Aparecida está há um ano sem consulta e Sheila há dois. Para elas, mutirões como esse são de muita importância e deveriam se repetir mais vezes, pois a Universidade ajuda muito a população quando oferece esses atendimentos gratuitos no centro da cidade. “Deveria ter sempre um projeto assim ocupando a praça. Esses momentos orientam e conscientizam a população”, diz a psicopedagoga.
Esse esclarecimento aos cidadãos também foi elogiado por Cleberson Francisco Alves, 48 anos, portador de um diabetes severo que lhe exige três tipos de insulina por dia, além de comprimidos e outros medicamentos. Apesar de seu quadro, é a primeira vez que Cleberson vai fazer exame de fundo de olho, muito importante para prevenir contra a retinopatia diabética. “O atendimento aqui é muito bom, atencioso e tem muita gente precisando de exames e médicos”, fala. Outra vantagem é a possibilidade de realizar vários exames e orientações em um só lugar.
A atenção multidisciplinar à saúde do paciente diabético é o foco principal do Mutirão. “Temos muitos saberes na Universidade para compartilharmos e auxiliarmos a população”, diz a médica oftalmologista e coordenadora do Mutirão, Francine Veiga Reis Cyrino. Com esse cuidado integral, os pacientes saem orientados e com encaminhamentos adequados às suas necessidades.
JUNTO DA POPULAÇÃO
A opção por realizar o serviço na Esplanada, no coração da cidade, tem por objetivo alcançar o maior número de pessoas. Para os professores envolvidos no evento, ir ao encontro da população também é fundamental para a formação dos alunos, futuros profissionais de saúde. Segundo a professora Adriana Laurenti, do curso de Farmácia, “ao sair da sala de aula e ter contato direto com pacientes, os estudantes aprendem a conversar, orientar, observar, acolher, além do serviço oferecido gratuitamente à comunidade”. O atendimento no local especialmente montado para esse fim, é feito numa sequência que começa com a distribuição de senhas, teste de glicemia para quem não sabe se tem diabetes e aferição de pressão arterial. Essas duas etapas, neste VI Mutirão foram realizadas pela Unimed, parceria da Unaerp e da Secretaria de Saúde, no evento.
Se for detectado o diabetes ou pré-diabetes, o paciente vai para as etapas seguintes. Caso contrário, segue, tranquilo, para casa. Na sequência, os usuários fazem um outro exame de glicemia realizado pelo curso de Farmácia; recebem orientação e exame de toque de tireoide feitos pela Liga de Endocrinologia do curso de Medicina; são examinados em aparelhos para verificação do fundo do olho e outros exames oftalmológicos; passam na área de Fisioterapia para avaliação dos pés diabéticos; e são orientados sobre alimentação, pelo curso de Nutrição, e a importância da atividade física, pelo curso de Educação Física, além de informações sobre cuidados paliativos específicos para o paciente diabético.
POUPANÇA DE SAÚDE
José Augusto Gonçalves dos Santos, 48 anos, foi o primeiro a chegar na área do Mutirão, às 6h30 da manhã, e disse que estava ali como parte de seus cuidados com a saúde. Diabético há oito meses, Santos costuma acordar às 4h30 da madrugada para preparar sua alimentação que inclui ovo cozido, batata-doce, leite desnatado com aveia, entre outros itens. Às 6 horas vai para a academia fazer atividade física e em seguida se dirige para o trabalho em silk screnn. Ele se alimenta adequadamente, de três em três, como os médicos orientam. “Eu me cuido porque é uma poupança que estou fazendo para o meu futuro, para não ter problemas mais sérios no futuro”. Santos participou do Mutirão pela primeira vez e gostou bastante. “As pessoas não recebem um atendimento integrado como aqui e também não têm informação. Com esse Mutirão, as pessoas recebem orientação e se conscientizam sobre a importância de se cuidar”, argumenta Santos.
Além dessas orientações e dos exames recebidos na Esplanada do Theatro Pedro II, os pacientes que tiverem diagnóstico que exijam exames ou cuidados mais especializados são encaminhados para a rede pública de saúde. O serviço atende especialmente a população de baixa renda, dentro do conceito da medicina preventiva. O VI Mutirão do Olho Diabético e do Diabetes o Mutirão faz parte da programação do Dia Mundial do Diabetes, comemorado em 14 de novembro.
Às 6h30 da manhã já havia fila na Esplanada do Pedro II
A psicopedagoga Sheila Aparecida dos Santoso e a mãe, dona Aparecida Conte dos Santos, 83 anos, ambas são diabéticas e foram colocar os exames em dia
José Augusto Santos cuida da saúde como uma poupança para o futuro






