SAÚDE BUCAL É ESSENCIAL EM TEMPOS DE PANDEMIA

A manutenção de uma boa saúde bucal tem impacto positivo em nossa vida como um todo. Essa prática torna-se ainda mais essencial em tempos de pandemia, como explica a professora Marcelle Danelon, docente do curso de Odontologia da Unaerp. “Sabe-se que o coronavírus infecta células nas vias aéreas e nos pulmões, sendo assim, uma das formas do vírus atingir essas células é através de fluídos do nariz e garganta. Por isso, a manutenção da cavidade bucal livre de patógenos infeciosos é fundamental nesse período”.

De acordo com a especialista, a partir de uma boa higienização somos capazes de reduzir o número de microrganismos presentes na cavidade bucal. “Se mantivermos a saúde bucal em condições favoráveis, evitaremos a proliferação de microrganismos na boca que podem circular pelo corpo”, explica. No entanto, se há a negligência com cuidados básicos como escovação regular, além do uso de fio dental e enxaguante bucal, existem grandes chances de adquirirmos doenças como cárie, gengivite e periodontite.

É recomendável orientar familiares, principalmente crianças e idosos, sobre a necessidade de controlar a ingestão de doces e manter a boca limpa e higienizada, por meio da escovação correta dos dentes e uso do fio dental. “Vale também lembrar da importância da escovação da língua, uma vez que é essencial na higienização bucal”, destaca.

Compartilhar itens de higiene pessoal, principalmente a escova dental; roer as unhas, mordiscar objetos ou levar a mão à boca são ações que devem ser evitadas, visto que a boca é a porta de entrada para bactérias e outros microrganismos prejudiciais à nossa saúde.

As escovas devem ser armazenadas em lugar fechado, evitando o uso de capinhas, pois estas contribuem para a formação de mofo e proliferação bacteriana. Sempre que possível, é recomendado mergulhá-las em solução desinfetante, como a clorexidina, para evitar a reinfecção após cada uso. “Procure nunca deixar várias escovas juntas, pois haverá possibilidade de transferir vírus e bactérias de uma para outra”, alerta a profissional.  


A professora do curso de Odontologia da Unaerp, Marcelle Danelon