Alunos da Unaerp unem música, poesia e linguagem de sinais em vídeo

“Esse trabalho contribuiu para a empatia, pois vimos na prática o quão difícil é se expressar em outra língua. Porém, é algo extremamente necessário para que todos possam se entender e viver juntos em harmonia”. É o que pensa o aluno do curso de Música da Unaerp, Guilherme Natale, que produziu, ao lado do colega de turma, Danilo Mazzocato, um diálogo em libras em formato de vídeo.

Desenvolvida na disciplina de Libras, a atividade uniu a linguagem de sinais e um poema de Danilo. Intitulada “A árvore de todos”, a obra foi utilizada em uma apresentação musical na Feira do Livro e na Semana de Música da Universidade. “A proposta [do vídeo] foi resgatar o sentimento que o poema proporciona, em um momento tão delicado como o que estamos vivendo, em que necessitamos de empatia, de uma visão sobre a unidade humana e nosso vínculo com o próximo”, explica Mazzocato. Confira o trabalho aqui.

Além do conhecimento adquirido nas aulas, os alunos também tiveram o auxílio do aplicativo Hand Talk, o qual possui um avatar que interpreta em libras o que falamos ou escrevemos. “Como a libras é a segunda língua oficial do país, precisamos lutar para que cada vez mais os ouvintes também a aprendam. É de suma importância os alunos terem o contato com essa língua, pois terão a oportunidade de fazer a diferença no contato com os surdos”, afirma a professora Aparecida Helena Hachimine, docente da disciplina.

Para a coordenadora do curso de Música, professora Érika Andrade, o vídeo transcende uma simples tarefa escolar e apresenta um conteúdo profundo e necessário. “Eles abordaram, tanto no texto quanto na música, que são de autoria deles, aspectos psíquicos e sociais relevantes, principalmente neste momento, com muita sensibilidade e empatia por meio da arte e da acessibilidade. Tudo o que nós, enquanto instituição educacional e de formação profissional, buscamos alcançar”.

Segundo Érika, foi uma surpresa ver a dedicação dos alunos no trabalho, principalmente se tratando de um curso que exige um envolvimento maior com o som. “Tivemos alunos com deficiência cursando a Licenciatura em Música nos últimos anos, o que causou uma aproximação ainda maior com o tema, um conhecimento mais intenso dessa problemática e isso foi fundamental para despertar o desejo de transformação” diz.