Unaerp oferece apoio psicológico e psicopedagógico aos alunos

Há 20 anos, os alunos de graduação e pós-graduação da Unaerp, campus Ribeirão, podem contar gratuitamente com atendimento psicológico em situações de emergência e apoio em relação aos estudos e à adaptação acadêmica. Todo esse suporte é realizado pelo Serviço de Apoio Psicológico e Psicopedagógico ao Estudante (SeAPP), incorporado ao Núcleo de Apoio Educacional e Psicológico Especializado (NAEPE). “A universidade foi uma das primeiras a oferecer esse tipo de atendimento ao corpo discente e ao longo dos anos, a equipe vem aprimorando e ampliando os serviços prestados”, afirma Mariana Noce, coordenadora do curso de Psicologia.

Com o intuito de aumentar o número de beneficiados pelo serviço, por meio do esclarecimento e prevenção, são realizadas orientações, palestras e cursos breves com docentes e coordenadores sobre como lidar com situações específicas que necessitam de atenção especial. Recentemente também foi implantado um programa de palestras online sobre temas relevantes na atualidade, como forma de acolhimento e integração entre ingressantes e concluintes.

O SeAPP conta com uma média de 1120 atendimentos anuais. Os alunos geralmente são indicados por coordenadores de curso, professores, colegas de sala e pais. Já as outras solicitações, são realizadas por e-mail ou telefone. “Existem também as inscrições espontâneas, na qual os alunos vão ao Núcleo Multiprofissional e preenchem a inscrição para serem atendidos”, explica a psicóloga Jaisa Fernandes Viccari Ábalo. Durante a pandemia, os atendimentos começaram a acontecer on-line.

Há 6 anos à frente do NAEPE, Katia Paschoali Miguel já realizou, com apoio de estagiários, aproximadamente 2800 atendimentos. As sessões individuais vêm acontecendo presencialmente, respeitando as regras de segurança e os cuidados necessários para a higienização. Além do uso obrigatório de máscara, também é disponibilizado álcool gel 70%. “O paciente passa pela triagem dos possíveis sintomas de Covid e só depois é atendido. As salas estão demarcadas com as distâncias seguras entre os móveis e são higienizadas a cada intervalo. 2020 foi um ano atípico, com um número menor de atendimentos, devido à pandemia”, comenta a psicóloga.

Compartilhando vivências – Além dos atendimentos realizados na clínica, desde o ano passado são oferecidas “Rodas de conversa”, com objetivo de estabelecer um maior cuidado aos estudantes. “São encontros que tem a duração de uma hora e no máximo, 8 participantes, sendo que eu atuo como um orientador para os alunos, que espontaneamente trocam experiências sobre suas queixas. Notamos sempre que várias das queixas, sofrimentos e aflições são comuns entre diferentes estudantes”, explica o professor Rodolfo Porto, responsável pela atividade.

Os encontros atualmente são mediados pelo Google Meet, durante quatro dias na semana, porém, anteriormente aconteciam de forma presencial. Os alunos são indicados pelos coordenadores de cursos ou podem procurar espontaneamente pelo serviço. Há um primeiro agendamento para que o interessado conheça o trabalho desenvolvido e para que se verifique se as necessidades de auxilio podem ser compensadas nas “Rodas de Conversas” ou é necessário outro tipo de ajuda.

Equidade no ensino – Criado em 2016, o Serviço de Apoio à Pessoa com Deficiência – SeAPDef, promove o atendimento ao estudante com deficiência de natureza física, mental ou sensorial, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades e superdotação. Vinculado ao Núcleo de Apoio Educacional e Psicológico Especializado (NAEPE), atua com o objetivo de contribuir para a equidade no direito à educação e no direito básico, além de promover mudanças de postura de professores e discentes em relação à diversidade.

Assim como os outros atendimentos psicológicos e psicopedagógicos oferecidos pela Universidade, os alunos podem ser encaminhados pelos coordenadores de curso, indicação de professores ou por meio dos outros serviços do próprio NAEPE, como o SeAPP ou as Rodas de Conversa, e até mesmo pela procura espontânea. O acompanhamento é iniciado ainda no momento de inscrição para o vestibular da Instituição. Caso seja aprovado, o aluno continua atendido pelo serviço.

Como explica a responsável pelos atendimentos, professora Fernanda Saviani Zeoti, esse suporte demanda, além do contato com o próprio estudante, um diálogo com a família, a coordenação do curso e os docentes. “São feitas reuniões com familiares e profissionais que atendem os alunos fora da universidade, análise de documentos trazidos pelos alunos, capacitações de professores para cada caso, instrução aos coordenadores, orientação aos alunos e apoio pontual para a vida acadêmica e momentos de avaliação”, pontua a docente.

Para esse apoio durante as avaliações, há uma equipe de ledores/transcritores que auxiliam presencialmente os candidatos no vestibular e os alunos durante as avaliações acadêmicas presenciais. Cerca de 25 alunos recebem esse suporte a cada semestre, além dos candidatos que optam pelo processo seletivo adaptado. A cada vestibular, que ocorre semestralmente, 12 pessoas são atendidas, em média.

O trabalho do SeAPDef não foi interrompido durante a pandemia. Com a adaptação dos atendimentos para a modalidade remota, foi necessária a compreensão das novas demandas que essa realidade trouxe para os alunos. “Alguns serviços, como o apoio de ledores/transcritores durante as avaliações presenciais, estão suspensos, porém, casos novos continuaram a ser acolhidos, bem como o acompanhamos das novas necessidades dos casos atendidos” destaca Fernanda.

Para mais informações sobre os atendimentos, entre em contato com o Núcleo Multiprofissional, pelos telefones (16) 3603-6933 / 3603-7963 / 3603-7003.