Unaerp recebe visita de pesquisador italiano

A Unaerp recebeu, no dia 11 de agosto, a visita internacional do engenheiro Paolo Tronville, professor do Departamento de Energia do Instituto Politécnico de Turim da Itália. O pesquisador mantém histórico de relacionamento com a Universidade por meio de estudos em parceria com o curso de Engenharia Química e a Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental.

Durante a visita, o pesquisador conheceu os laboratórios onde serão realizados parte dos testes para uma pesquisa que vai analisar meios filtrantes que podem ser colocados em máscaras, assim como em ambientes para garantir a qualidade do ar. Esse estudo tem sido desenvolvido em parceria com o professor Murilo Innocentini e a Universidade de São Paulo (USP).

Innocentini conta que o papel da Unaerp é testar a qualidade dos meios filtrantes, que são desenvolvidos em laboratórios da USP de São Carlos e Pirassununga e que serão utilizados pela pesquisa de Tronville. De acordo com o pesquisador, a ideia é, a partir do estudo, possibilitar a produção de máscaras eficazes e com baixo custo. “Não adianta termos uma máscara muito eficiente, mas que não seja acessível à população de baixa renda para uso contínuo, porque aparentemente nós vamos usar máscara em períodos por muitos e muitos anos”.

O professor Tronville comenta que, em 2020, quando iniciou o estudo, poucos laboratórios na Itália - e até mesmo na Europa - conseguiam realizar essa medição. “Nós recebemos um pedido de ajuda das autoridades e desenvolvemos um método inovador para medir os meios filtrantes das máscaras, baseado em outros métodos que nós já estávamos usando no passado. Agora nós conseguimos mais equipamentos e estamos em um processo de aceitação do laboratório para medir máscaras, como aqui no Brasil a N-95 e na Europa a FFP- 2”.

Para Innocentini, a parceria traz benefícios não só para a ciência, mas também para toda a sociedade. “Nesses últimos três anos, o mundo todo se viu em uma necessidade de gastar muitos recursos por uma emergência sanitária e as parcerias se destacaram, porque tivemos a capacidade de nos mobilizar mais rapidamente, para chegar em uma resposta mais rápida. Agora temos a necessidade de uma mobilização maior. A boa notícia é que a nossa Universidade sempre esteve antenada com as possibilidades e isso é muito importante, não só pelo recurso, mas pela rápida mobilização e forças que são multidisciplinares”, finaliza.


O professor Tronville comenta que seu laboratório conseguiu mais equipamentos e agora está em um processo de aceitação  para medir máscaras