Unaerp recebe palestra sobre investigação criminal e exposição de objetos do Carandiru

Na última quarta-feira, 21, o curso de Direito da Unaerp realizou a palestra “Investigação criminal com cão farejador”, ministrada pelo egresso Vinicius Biscaro, e a exposição “Casa de Detenção Carandiru”, com apresentação do penitenciário aposentado Ronaldo Mazotto e o aluno Cristiano Pinheiro de Freitas. Ambos os eventos ocorreram durante o período da tarde e da noite, 8h e 19h, na quadra poliesportiva. 

O egresso do curso de Direito, Vinicius Biscaro, diz que é uma honra voltar à Unaerp para falar sobre o trabalho de investigação criminal. "É um orgulho muito grande estar aqui porque sou ex-aluno da Instituição e estava até com saudade. Tentei falar também para os alunos aproveitarem ao máximo todas as oportunidades que existem na Universidade", acrescenta. 


O egresso Vinicius Biscaro falou sobre o trabalho de investigação criminal com cão farejador

O aluno Lucas Cicillini, que está cursando a décima etapa do curso e é dono de um canil de proteção de animais, diz que a experiência foi enriquecedora. "Ele explicou para a gente como é a dificuldade de um cão farejador e do trabalho policial no dia a dia, que todos acham que é simples, sendo que não é assim", comenta. 

Durante a exposição, foram apresentados objetos apreendidos na Casa de Detenção Carandiru. O penitenciário aposentado Mazotto é dono do maior acervo particular sobre o presídio, projeto que nasceu com o intuito de registrar a história e os momentos vivenciados durante os 15 anos que trabalhou no local. "Ao longo dos anos fui guardando e colecionando as coisas que eu achava interessante, com a intenção de um dia levar nas faculdades e escolas. Além de trabalhar com palestras para jovens e adolescentes que escolhem o crime como meio de vida e as consequências para quem escolhe essa caminhada", conta. 

Para o aluno da sexta etapa, Gabriel Santos Castro Faustino, a exposição tem muito a agregar, não só a Instituição, mas também ao curso de Direito e aos estudantes. "É algo que tentamos tirar o máximo de proveito para ter uma dimensão do que, de fato, é histórico. O que temos contato é por meio de vídeos, livros, documentários. Então, ter essa experiência é algo que realmente modifica a nossa vivência". 


Durante a exposição, foram apresentados objetos apreendidos na Casa de Detenção Carandiru

A professora do curso de Direito da Unaerp, Leisa Boreli Prizon, explica que as atividades são fundamentais para os estudantes, pois trazem uma demonstração prática dos assuntos e situações abordadas nas aulas teóricas. "Eles têm contato com algo que na prática eles não conseguem ver, se não estiverem fazendo um estágio dentro de uma delegacia, um estágio muito específico. Eles podem ver como funciona a vivência da descoberta da polícia, então esse envolvimento dos alunos na prática, fora da sala de aula, é muito importante". 

A docente destaca ainda que a exposição de objetos apreendidos na casa de detenção Carandiru traz para os estudantes um grande conhecimento histórico. "Nem todo mundo consegue ir até uma exposição em São Paulo sobre esses objetos. Olhar esses materiais e pensar na criatividade dentro de um sistema que não deveria entrar nada e que, de repente, o encarcerado tem acesso a uma série de materiais ali dentro que são produzidos pelos próprios presos impressiona bastante os alunos", finaliza. 


O penitenciário aposentado Ronaldo Mazotto é dono do maior acervo particular sobre o presídio