Universidades integrantes da Rede 6 debateram os desafios e soluções para os programas de Stricto Sensu e a pesquisa no próximo triênio.
A Universidade de Ribeirão Preto - Unaerp sediou, na última sexta-feira (14), o “Workshop Rede 6” do Sindicato das Entidades de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo - SEMESP. Realizado pela primeira vez fora da sede da entidade, em São Paulo, o encontro reuniu pró-reitores e coordenadores de Stricto Sensu de instituições particulares para debates a respeito dos caminhos da pós-graduação e da pesquisa.
Coordenador da Universidade Corporativa do SEMESP, o consultor de empresas e instituições de ensino superior, Márcio Sanches, conta que a ideia do encontro foi promover um espaço para que as Instituições de Ensino Superior (IES) participantes pudessem debater e elaborar propostas para o próximo triênio nas áreas de pesquisa e Stricto Sensu.
“Esse é o princípio das redes do SEMESP. Reunir as instituições que têm características e demandas semelhantes para que juntas consigam soluções para seus desafios e problemas. Essas instituições possuem boa experiência e vêm fazendo coisas importantes. Acreditamos que juntas elas terão um resultado melhor em suas pós-graduações e individualmente”, diz Sanches.
Coordenador da Universidade Corporativa do SEMESP, Márcio Sanches, conta que o evento buscou integrar instituições para criar soluções para os desafios da Pós-Graduação.
O coordenador conta ainda que esse foi o primeiro encontro presencial do grupo, após dois anos de pandemia. A conferência contou com a participação de representantes de instituições privadas do país, como Universidade de Franca (UNIFRAN); Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS); Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE); e Universidade de Uberaba (UNIUBE).
“Trabalhamos com estratégia colaborativa, partimos do pressuposto de que para colaborar é preciso confiança e para ter confiança é preciso relacionamento. Quanto mais a gente se relaciona, mais aumenta a confiança e o compromisso. A reitora da UNAERP, professora Suzelei, foi uma grande incentivadora desse momento. O papel da Universidade em chamar para que essa reunião fosse feita aqui e em oferecer essa estrutura foi fundamental para que outras instituições viessem participar”.
A reitora da Universidade de Ribeirão Preto, professora Suzelei de Castro França, conta que o evento foi realizado com o intuito de incentivar a colaboração entre universidades que, apesar de serem concorrentes, comungam o mesmo objetivo: formar profissionais para a academia e o mercado de trabalho. “Escolhemos temáticas extremamente importantes para serem abordadas, trazendo problemáticas como a regulação e as políticas públicas, tecnologia e os avanços tecnológicos para que essas interações sejam feitas, no sentido de geração de novos processos e produtos que são demandados pela comunidade”.
Para o professor Diego Amaro de Almeida, coordenador de Redes de Cooperação e Inovação do SEMESP, redes de cooperação são a chave para o Século XXI.
INTEGRAÇÃO E SINERGIA - Coordenador de Redes de Cooperação e Inovação do SEMESP, o professor Diego Amaro de Almeida diz que as redes da entidade foram criadas com o intuito de, em um processo de sinergia, debater e construir questões conjuntas, de maneira cooperativa e colaborativa. Entre as pautas levantadas durante o evento, estiveram o papel das IES para a formação de recursos humanos, internacionalização e investimentos por parte dos Governos Estadual e Federal.
“O Estado Nacional precisa entender que as instituições privadas têm uma participação muito ativa. A partir dos números que observamos ali, 90% dos alunos acabam saindo das instituições privadas. Nesse sentido, nós devemos reconhecer o trabalho que é desempenhado por elas e, se existe um incentivo de pesquisa para vários setores, por que esse incentivo também não pode ocorrer no âmbito da educação privada? Se a educação privada promove pesquisa, constitui novas ideias e desenvolve tecnologias que são para uma nação, como o Brasil, elas também precisam desse reconhecimento”.
Para a professora Laura Helena Órfão, diretora de Pesquisa e Pós-Graduação da UNIFENAS, de Minas Gerais, a proposta do evento foi importante, na medida em que permitiu a troca de experiências e conhecimentos entre as IES envolvidas. “Ter um dia para se dedicar à discussão de questões de Pós-Graduação e do Stricto Sensu é muito importante para que a gente perceba que os problemas e as dores que eu enfrento na UNIFENAS não são só meus, são de inúmeras instituições e que juntos podemos considerar soluções para esses problemas”.
Juntas, as instituições participantes da Rede 6 do SEMESP buscaram parcerias e oportunidades de cooperação.
Sentimento compartilhado também pelo pesquisador docente da UNIUBE, Caio Márcio Gonçalves. “Todo evento onde as pessoas sentam-se para dialogar é um bom início para qualquer avanço. Esta Rede 6 é um fórum de discussão para que as instituições conveniadas consigam trabalhar dentro do princípio da colaboração. Entendo que, na medida em que elas colaboram entre si, elas podem se fortalecer”. Já o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UNOESTE, Adilson Eduardo Guelfi, diz que a expectativa “é desenvolvermos um plano de ação para definirmos grupos e esses grupos trabalharem nas ações que vão ser realizadas e buscadas junto ao Governo, outras universidades privadas e ao setor produtivo, buscando inovação, tecnologia e empreendedorismo”.
O assessor da pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação da UNIFRAN acrescenta ainda que a iniciativa é essencial para o avanço da Pesquisa e da Ciência feitas pelas instituições privadas do país. “A participação neste evento é algo inovador. Algo que acredito que deva sempre estar acontecendo em função da necessidade de cada vez mais termos união e junção dentro desse segmento. Vejo a Rede como algo extremamente importante para que a gente galgue novas posições e consiga realmente fazer modificações no cenário nacional da pós-graduação, especialmente na área Stricto Sensu”.






