O aluno do curso de Medicina da Unaerp, Gabriel Costa, é o primeiro autor do artigo “O impacto da cannabis no uso não medicinal de opioides entre indivíduos que recebem farmacoterapias para transtorno do uso de opioides: uma revisão sistemática e meta-análise de estudos longitudinais”, que foi destaque na imprensa norte-americana, sendo publicado em veículos de comunicação voltados para a área da Medicina, como Medscape, Medical Press, Yale School of Medicine e U.S. News.
O projeto científico foi desenvolvido sob mentoria do professor e pesquisador João P. de Aquino, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Yale, em colaboração com pesquisadores da Universidade de São Paulo e do Hospital Universitário de Cleveland.
O artigo discute uma problemática enfrentada pelos Estados Unidos nos últimos anos: o transtorno de uso de opioides, substâncias que possuem grande ação analgésica, a exemplo da morfina. O transtorno, nesse contexto, baseia-se na dependência dessas substâncias, podendo acarretar problemas na funcionalidade do dia a dia do paciente.
Por conta da relação entre o controle da dor e os opioides, existe no país norte-americano uma grande expectativa em saber qual é a relação da Cannabis sativa com os pacientes que têm esse transtorno, aponta Costa. “Acredita-se que ela tenha propriedades analgésicas, que aliviam a dor e isso traz uma semelhança com o opioide. Como a cannabis vem sendo legalizada no mundo, esse é um tema que chama bastante a atenção dos pesquisadores, principalmente americanos”.
Costa explica que o projeto surgiu por conta de seu interesse pela área da psiquiatria, especificamente o uso de substâncias
Em relação à relevância da pesquisa para a comunidade científica e população em geral, o pesquisador destaca que, apesar de ser uma temática discutida mundialmente, o uso da cannabis com indicação médica ainda é bastante estigmatizada.
“Em um paciente com transtorno de uso de opioide, é muito importante que o médico não estigmatize a utilização da cannabis a ponto de prejudicar o tratamento. É necessário priorizar o uso das medicações que salvam vidas e ter um tratamento individualizado. De qualquer maneira, trata-se de uma droga, então é importante verificar se o paciente está disposto a reduzir o uso da substância e entender as motivações, porque há pessoas que usam para a dor, outras para a insônia”, explica Costa.
De acordo com o coordenador do curso de Medicina, professor Reinaldo Bulgarelli Bestetti, o destaque da pesquisa na mídia internacional “abre um espaço e é uma parte essencial da internacionalização. É isso o que tentamos fazer nos projetos de pesquisa que temos aqui na Universidade. Eles realmente vão ao encontro das necessidades que a população tem”.
O artigo, escrito por Gabriel Costa em colaboração com os pesquisadores Julio Nunes, Daniel Heringer, Akhil Anand e João de Aquino, pode ser lido na íntegra clicando aqui.






