18º Desafio da Engenharia da Computação incentiva criação de soluções para cuidado com os pets

O curso de Engenharia de Computação promoveu o 18º Desafio da Computação, com o tema “Pets”. Realizado no dia 5 de novembro, no Teatro Bassano Vaccarini, o evento propôs aos estudantes produzirem hardwares e softwares que facilitassem o cuidado de cães e gatos. O Desafio contou com uma apresentação oral dos projetos desenvolvidos, além de uma votação feita pelos alunos e docentes para a decisão do projeto vencedor.

O coordenador do curso, professor Otávio Marson Júnior, explica que, ao longo do desafio, os alunos precisam identificar um problema, além de propor e verificar uma possível solução. “No mercado de trabalho, isso faz uma diferença grande, porque eles treinam para ter iniciativa e descobrir possíveis soluções. Você identifica aqueles alunos que já estão em um nível de interesse mais próximo do que o mercado precisa, porque o mercado quer pessoas que desenvolvam coisas e não só que sejam direcionadas para a solução”.

Responsável pela organização do Desafio, o professor Rodrigo Plotze conta que essa edição teve mais de 20 equipes inscritas. O docente explica, ainda, que a temática da competição é apresentada no início de todo semestre letivo, assim, os estudantes podem preparar os projetos enquanto recebem monitoria dos professores. 

“O objetivo da formação é trazer temáticas que muitas vezes eles não encontram em sala de aula, principalmente com o propósito de resolver problemas reais. Então, sempre os Desafios trazem um problema da sociedade para que os alunos, utilizando os conhecimentos que são apresentados ao longo do curso, possam aplicar para tentar resolver esse problema”, afirma Plotze.

Após o desenvolvimento dos projetos de software ou hardware, as equipes realizam uma apresentação preliminar para a seleção de seis trabalhos, entre todas as inscrições, que irão para a final. “Nós já percebemos que quando divulgamos nas mídias, principalmente na parte de rede social profissional, as pessoas valorizam muito. Então isso acaba tendo uma repercussão boa, não só para o nome do curso como também para a Unaerp”, conta Júnior. 


PET TRACKER - Entre os trabalhos desenvolvidos, estão aplicativos, bebedouros inteligentes e coleiras. Vencedores do Desafio, os alunos Vitor Ferraz Marini e Otávio Ribeiro criaram uma coleira inteligente para cachorros, chamada Pet Tracker. O dispositivo de telemetria envolveu os sistemas de hardware e software e possibilita medir a temperatura do cachorro e dos batimentos cardíacos, além do envio da localização em tempo real para uma plataforma web, em que o tutor tem acesso a um painel de informações personalizado com os dados e a localização do pet.

Marini já competiu em quatro desafios e conta que participar do projeto foi gratificante, pois pôde adquirir aprendizados na área desde o início. “Tenho a certeza de dizer que do primeiro desafio até agora consegui evoluir muito. Você aprende com o próprio desafio, com algo diferente do seu cotidiano na Universidade, implementando o seu conhecimento”.

Já segundo Ribeiro, a participação no Desafio é de grande importância para a formação profissional pois incentiva os estudantes a atuarem em uma situação real do mercado de trabalho. “Além do conhecimento técnico que adquirimos durante o projeto, pesquisamos assuntos que ainda não vimos na grade. Nos dividimos em equipe e é necessário estabelecer um planejamento e gerenciar as ideias”, completa.