Professor cria kit didático para alunos do curso de Engenharia de Computação


Foi pensando em facilitar o desenvolvimento de projetos dos alunos do curso de Engenharia da Computação que o professor Carlos Eduardo Formigoni desenvolveu um kit didático que otimiza o aprendizado e torna as aulas mais eficientes. O equipamento, uma espécie de CPU em miniatura, auxilia na criação de projetos de hardware e software com o intuito de ajudar os alunos a darem vida às suas criações. 

Formigoni conta que a ideia surgiu após perceber que os alunos apresentavam dificuldades na montagem de uma placa de hardware que serve como base para a realização dos exercícios de programação, objetivo central da disciplina. “Eles gastavam mais da metade da aula para resolver os problemas, sobrava pouco tempo para realmente programar. Com isso, levamos para o professor Otávio a ideia e com a aprovação começamos o desenvolvimento dessas placas de kits”.

Coordenador do curso, o professor Otávio Marson diz que a invenção do docente Formigoni foi importante para o desenvolvimento dos alunos em sala de aula. “Tem algumas coisas que o aluno vai tentar fazer durante a aula que ele pode perder tempo com coisas que não são conteúdo e sim problemas físicos. Esse kit evita que ocorram problemas de montagem em que o aluno não aprende o conteúdo da matéria”. 

O professor Formigoni explica que a criação, uma CPU em miniatura, é o dispositivo que recebe a programação idealizada pelos estudantes para que as aplicações possam funcionar. “Essa CPU atua como um aparelho. É como se você fizesse um download na sua máquina, no seu celular, conectado a uma rede Wi-Fi. Eles fazem todo o desenvolvimento de hardware e software e o fechamento é justamente a montagem desses protótipos”.


A ferramenta permite que os alunos desenvolvam os projetos pensados em grupo. Na sala de aula, ideias como dispensadores automáticos de comida para pets, lasers de iluminação e outras utilidades saem do papel. “Eles escolhem alguns temas, nós analisamos o material, o tempo, se é possível fazer e orientamos nesse sentido. Uma vez fechada essa etapa de projeto, eles partem para a montagem efetiva, que compreende desenvolver o aparelho e apresentar no final do semestre em forma de seminário e relatório. E o projeto tem que funcionar, essa é a ideia. A moçadinha é bastante empenhada e saem umas ideias muito legais”, conta Formigoni.

Para o coordenador Marson, a iniciativa do professor Formigoni não apenas ajuda os alunos na disciplina como também os incentiva a pensar no desenvolvimento de pesquisas. “Além dele ter o desempenho na disciplina, ele se preocupa com o curso a nível assim, de nós termos recursos. Essa iniciativa do Formigoni mostra o perfil do nosso professor.  Esse lado de desenvolver equipamento, não só ajuda os alunos da disciplina, como os incentiva a desenvolverem pesquisa, porque quando ele desenvolve esses kits, têm alunos que o procuram para querer fazer outras coisas. Para nós, tem sido um orgulho ter um trabalho desse no grupo”.