
Pensando em fortalecer o ecossistema de indústrias e empresas voltadas para o segmento de Saúde da região, a Universidade de Ribeirão Preto - Unaerp integra o conselho consultivo da pesquisa CPL da Saúde, um diagnóstico do Instituto Paulista de Cidades e Identidades Culturais - IPCIC, encomendado pelo APL da Saúde.
O estudo tem o objetivo de identificar gargalos e oportunidades do segmento para então desenvolver estratégias para a atração de novos negócios para a Cadeia Produtiva Local (CPL) em Ribeirão Preto, além de propor soluções que ajudem a fortalecer a governança e a inovação no setor.
O conselho consultivo, do qual a Unaerp faz parte, reúne instituições de ensino, além de centros de pesquisa e órgãos de fomento para auxiliar na sugestão de propostas de melhorias, a partir dos resultados encontrados durante o diagnóstico. Diretora do Núcleo de Inovação e Tecnologia - NIT, a professora Suzelei de Castro França é a representante da Universidade no grupo.
“A verdade é que a Unaerp, tendo parcerias com várias indústrias, vem desenvolvendo processos e também produtos que agregam valor às cadeias produtivas. A área de Saúde é muito dinâmica, com produção de conhecimento intensa. Não só pela própria área de Saúde, mas também pelas relações de projetos de pesquisa por outras áreas, como Ambiental e do Direito. Várias áreas do conhecimento da Instituição atuam em conjunto para acelerar a dinâmica das cadeias produtivas”.

Iniciativa do Arranjo Produtivo Local - APL da Saúde de Ribeirão Preto, por meio do programa SP Produz do Estado de São Paulo, o diagnóstico é realizado pelo IPCIC, com coordenação da pesquisadora Sandra Rita Molina, docente da Unaerp.
“Ao fazer essa pesquisa, nós vamos ter uma gama de informações que podem ser repassadas para o governo do estado de São Paulo para poder desenvolver política pública para o setor. Porque, no limite, nós estamos falando aqui de geração de emprego e renda, porque são desde pequenas fábricas, até grandes empresas. Vamos mapear o setor, que gera muito PIB, e compreender nesse setor o que precisa ser feito para gerar mais desenvolvimento”, conta Sandra.
A PESQUISA - De acordo com a docente, o diagnóstico terá uma duração de oito meses. Num primeiro momento, foi realizado um mapeamento das empresas envolvidas no arranjo produtivo de saúde na região de Ribeirão Preto. O segundo passo, agora em andamento, é a promoção de uma pesquisa online participativa, voltada para os empresários dessa cadeia produtiva, para que possam especificar o trabalho desenvolvido e as dificuldades enfrentadas pelo segmento. 
Sandra diz ainda que o terceiro passo será uma pesquisa de campo a ser realizada com 30% dos participantes do primeiro estudo. “Vamos visitar esses empresários e, a partir disso, rastrear as ameaças e oportunidades. O que une esses empresários, o que os atrai para a cadeia produtiva? Por que não ficam? O que tem que ser feito para poder manter as pessoas na cadeia? O que o Governo de Estado, Governo Federal podem fazer para incentivar isso?”.
Por fim, os resultados do trabalho serão apresentados em formato de seminário para as empresas envolvidas no conselho consultivo do qual a Unaerp faz parte. “Esse conselho ajuda a avaliar as propostas e a orientar. É quem possui uma visão macro e dá sugestões para a melhoria e consolidação. É fundamental porque são grupos que falam, ‘olha o cenário é esse, as ameaças são essas, as oportunidades são essas’”, conta Sandra.
APL SAÚDE - Composto por cerca de 30 empresas, o Arranjo Produtivo Local da Saúde de Ribeirão Preto surgiu em 2015, reunindo empresários, universidades, setor público e instituições de fomento. Presidente da associação, Izaquel Martins Rosa diz que o projeto CPL da Saúde surgiu após a organização participar de um chamado público para o programa SP Produz da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo de São Paulo. A iniciativa pretende ajudar a amadurecer as Cadeias Produtivas Locais de todo o estado.
Para encontrar os potenciais e dificuldades enfrentados pelo setor, o Instituto Paulista de Cidades e Identidades Culturais - IPCIC, do qual a professora Sandra Molina faz parte, foi escolhido para desenvolver o diagnóstico do segmento na região. “A ideia é que a cadeia local seja fortalecida, unindo os fornecedores entre si, para que, mesmo concorrentes, possam ser beneficiados com o produto um do outro. O objetivo é ligar as empresas de modo que elas não fiquem dependentes de outros estados, com produtos de fora”, conta o presidente da APL.
O gerente geral da APL, Marco Antônio de Castro, diz ainda que o objetivo final é reunir os empresários que já fazem parte da cadeia produtiva e identificar outras iniciativas que podem ser integradas à organização. “Eu acho que, quanto mais os pequenos ficarem se digladiando, eles dão força para os maiores. Então, dá para convivermos vendendo para o Brasil inteiro. Todo mundo aqui está conseguindo sucesso, mas temos que pensar grande, trabalhar em equipe para não morrer como indivíduo”, finaliza.
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