
A Unidade de Biotecnologia da Unaerp, em parceria com a Premix®, empresa que oferece soluções em nutrição para a pecuária nacional, estão trabalhando no desenvolvimento de um aditivo zootécnico natural que auxilia na redução das emissões de gases do efeito estufa e ajuda os animais no ganho de peso e aumento de produtividade.
Segundo o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) o Brasil emitiu, em 2021, 2,4 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa (GEE). Um crescimento de 12,2% em relação ao ano anterior, o que levou o país a se tornar o sétimo maior emissor de GEE do mundo. O setor agropecuário, sozinho, foi responsável por aproximadamente 75% das emissões, totalizando 601 milhões de toneladas de GEE.
A expressiva dominância do setor agropecuário nas emissões de gases associados ao efeito estufa é amplamente reconhecida e se deve por conta dos bois, que são animais do tipo ruminantes. Isso quer dizer que esses animais possuem microrganismos em seu trato digestivo que fazem a fermentação e decomposição dos alimentos. Essa fermentação gera gás metano, que é liberado no arroto e no estrume do animal.
O uso de aditivos na dieta dos animais pode regular a produção do gás metano e contribuir para a amenização das emissões de GEE. Entretanto, o uso dos antibióticos já utilizados aumenta os riscos para o meio ambiente, bem como o de desenvolvimento de resistência antimicrobiana. Essa resistência causa comprometimento na digestão do animal e, consequentemente, impacta em seu ganho de peso.
“Procuramos adicionar substâncias naturais na ração que podem melhorar a conversão animal reduzindo o uso de antibióticos na produção de gado", diz a professora Ana Lúcia Fachin.
Além da professora, o time de pesquisadores é composto pela doutoranda em Biotecnologia, Flávia Alves Versa, e quatro membros da equipe Premix, incluindo os zootecnistas André Daurea, Wellington Luiz e Lauriston Bertelli e o biomédico e doutor em Biotecnologia, Luis Ferreira.
Flávia e Luis explicam que o próximo passo para o desenvolvimento da pesquisa é dar continuidade aos ensaios de biologia molecular a fim de avaliar a influência que o aditivo tem sobre outros microrganismos que vivem no trato digestivo do animal. Além disso, é necessário estudar como o aditivo atua no organismo, possibilitando assim, o desenvolvimento de novos produtos.





