
Segundo a Organização Internacional do Café (ICO), o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Em 2022 as exportações do grão bateram recorde ao arrecadar pouco mais de US$ 9 bilhões, de acordo com informações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), um crescimento de 46,9% em relação ao ano anterior. Por ser uma área de grande interesse da região e do Brasil, a Unaerp conta com uma linha de pesquisa que busca se aprofundar nos processos do setor a fim de propor soluções e alternativas para os problemas.
Em 2019, a engenheira química Letícia Saviolli Murcia, sob orientação do professor da Universidade e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental, Murilo Daniel de Mello Innocentini, desenvolveu alternativas que tornassem possível a recuperação de elementos presentes na casca do café para utilização em fórmulas nutricionais.
Segundo o professor Innocentini, as cascas retiradas do café não são destinadas a nenhum tipo de produto que possa agregar valor, dessa forma, Letícia estudou amostras de cascas de café de fazendas nos estados de São Paulo e Minas Gerais geradas a partir de dois processos diferentes de beneficiamento, seco e úmido, para determinar qual dos dois métodos melhor preserva as características nutricionais das cascas. O beneficiamento é o processo que busca separar a semente do café do restante do fruto.
De acordo com a pesquisadora, o estudo confirmou que “as cascas de café obtidas a úmido apresentam inúmeros componentes nutricionais”, o que indica a possibilidade de recuperação ou incorporação direta das cascas em formulações alimentícias, para animais ou humanos, além da possibilidade de utilizá-las na extração e purificação de princípios ativos.
Estudo indicou qual método melhor preserva as características nutricionais das cascas de café





