
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que em 2022 o Brasil produziu aproximadamente 50,9 milhões de sacas de café beneficiado, um aumento de 6,7% em relação a 2021. Na produção de café, um dos elementos mais importantes, e que ditam o sabor que o café vai adquirir é a torra do café. No processo de torrefação são liberados na atmosfera inúmeros compostos orgânicos voláteis, causando sérias consequências ao meio ambiente. Diante desse cenário, um grupo de pesquisadores da Unaerp desenvolveu um sistema para fazer a captação, condensação e análise desses compostos liberados com a torra do café.
De acordo com o pesquisador e mestre em Tecnologia Ambiental, Saad Barbar Netto, o sistema utilizado para a condensação “pode ser aplicado para qualquer tipo de processo em que ocorra a perda de compostos por emissão”. O sistema, mesmo que precise ser adaptado a outros processos, “pode ser direcionado tanto para a questão ambiental quanto para o caso de o que esteja sendo emitido possua uma finalidade (valor)” completa Netto.
O sistema utilizado pelos pesquisadores aproveitam as técnicas já utilizadas de torrefação e acoplam um segundo sistema, que faz a captação e condensação desses compostos. Uma vez condensados, esses compostos são levados para análise em laboratório. Os vapores que não são condensados são liberados na atmosfera.
A partir do estudo “Avaliação de vapores e compostos orgânicos voláteis liberados durante a torra industrial do café” foi possível identificar quais eram os compostos sendo emitidos para atmosfera, além de posteriormente quantificá-los. Segundo Netto o uso desse sistema para a condensação de compostos orgânicos voláteis reduz o impacto do setor no meio ambiente. Com a conclusão da pesquisa, faz-se necessário a criação de novas metodologias para o aproveitando dos compostos liberados.
Sistema pode ser aplicado para qualquer tipo de processo em que ocorra perda de compostos por emissão





